As uvas crescem, são colhidas, e aí?

Beber vinho é fácil, mas todos entendem como funciona todo o processo? Juro que no começo achava tudo muito fantasioso, mas descobri que faz o maior sentido!

Muito do que sentimos no vinho que degustamos, depende de todo um processo que vem da terra e claro da uva.

Neste post vou falar primeiro um pouco da uva e as suas partes. Garanto que se você não sabe, muitas duvidas serão esclarecidas 😉

Depois de colhidas, é de responsabilidade do enólogo fazer com que a uva se transforme em vinho. Esta tarefa é chamada de vinificação. Mas para isso acontecer vamos falar das partes das uvas, sua importância e o que ela determina no produto final .

uvaanatomia

  • Polpa
    A polpa constitui a maior parte da uva e nela encontramos água, açúcar e ácidos tartáricos e málicos, além dos componentes de sabor. O açúcar, para quem não sabe, é o responsável pelo álcool. O processo acontece quando as leveduras se alimentam do próprio açúcar, transformando-o em álcool.
  • Pele
    Na pele é que encontramos a maior concentração de compostos de sabor que dão aos vinhos sua característica varietal. Nas peles encontramos taninos, e no caso das uvas tintas os compostos da cor. Os taninos trazem a textura e a estrutura no vinho que os ajudam a envelhecer.
  • Grainhas e engaços
    Ambos constituem as partes sólidas do cacho da uva, que concentram mais taninos. As grainhas ou sementes, além dos taninos, contêm altos níveis de óleos amargos. Os engaços ou talos podem dar um gosto adstringente e azedo ao vinho. Quando o enólogo não quer estas notas, ele opta por uma vindima manual.
  • Pruína
    Camada cerosa que cobre toda a uva e que contém as leveduras que são essenciais para fermentar o vinho.

Espero que agora as coisas fiquem um pouco mais claras, afinal, eu mesma tinha as mesmas dúvidas no começo.

Aguardem mais páginas do diário em que abordarei o processo de vinificação.

Se quiserem tirar alguma dúvida ou me pedir alguma matéria basta deixar sua mensagem!

 

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